Lançamento BlindadoProteção para Lançamentos

Golpe em lançamento

Golpista no grupo do lançamento:como identificar e o que fazer

O golpista entra no seu grupo de lançamento e não manda mensagem nenhuma. Ele copia a lista de participantes e some. Dias depois, começa a chamar os seus leads no privado — com a sua foto, o seu nome e o seu produto por um preço que você nunca ofereceu. Quem paga não recebe nada, porque ele não tem o seu produto. Ele recebe o Pix e desaparece.

Quando você fica sabendo, o estrago já aconteceu em dois lugares: no bolso de quem confiou em você, e na confiança de quem viu.

A distinção que importa

Não é pirataria

Muita gente chama isso de pirataria, e a diferença importa mais do que parece.

Pirataria é quando alguém distribui o seu conteúdo sem autorização. O comprador recebe o material, só que de graça ou barato demais, na mão de quem não deveria. Você perde a venda.

Aqui é outra coisa. O golpista não tem o seu produto. Ele copia a sua imagem, a sua oferta e o seu jeito de falar, recebe o pagamento e some. O comprador fica sem nada e com a sensação de que foi você quem sumiu.

Passo a passo

Como acontece, na ordem

Ele entra no seu grupo.

Normalmente por link público de convite, ou porque alguém do grupo compartilhou. Não interage, não comenta, não pergunta nada. Só entra.

Copia a lista de participantes.

Basta abrir a lista de membros. Não precisa de ferramenta nenhuma nem de conhecimento técnico.

Sai do grupo ou continua em silêncio.

Se ele sair, você não tem mais como saber quem era. Se ficar, continua colhendo cada nova entrada.

Monta um perfil parecido com o seu.

A sua foto, uma variação do seu nome, às vezes o mesmo texto de descrição. Em cima da hora, ninguém confere número.

Chama os seus leads no privado.

Uma abordagem por vez, sempre com a mesma estrutura: parabéns pela inscrição, oferta liberada, condição especial, poucas vagas, prazo de algumas horas.

Manda o link ou a chave Pix.

Pode ser um checkout que imita o seu, uma página clonada da sua ou simplesmente uma chave Pix solta.

Recebe e some.

O perfil é apagado, o número troca, o link sai do ar.

Do ponto de vista do seu lead, quem falou com ele foi você.

O ponto cego

Por que remover o golpista depois não resolve

Essa é a parte que quase ninguém entende antes de passar por isso.

Quando você descobre e tira o golpista do grupo, ele já está com a lista há dias. Remover o número não devolve os contatos. Ele volta no dia seguinte com outro número e continua abordando a mesma base.

O mesmo vale para a denúncia. Denunciar o perfil derruba aquele perfil. Não derruba a operação, porque a operação não depende daquele perfil — depende da lista que já foi copiada.

É por isso que quem lança com frequência costuma dizer a mesma frase: só dá pra agir depois que eles aparecem. E quando aparecem, já é tarde.

Variações

O golpe também aparece assim

Se o seu caso é um pouco diferente, provavelmente é uma variação do mesmo esquema. A origem costuma ser a mesma lista.

Página clonada.

Uma cópia da sua página de vendas, com a mesma copy, as mesmas imagens e um preço muito abaixo do real. Muda só o checkout.

Perfil se passando por você.

WhatsApp, Instagram ou Telegram com a sua foto e o seu nome. Às vezes com stories copiados dos seus para parecer legítimo.

Checkout ou Pix falso.

Uma página de pagamento que imita a sua plataforma, ou simplesmente uma chave Pix mandada no privado com uma justificativa qualquer.

Anúncio com o seu nome.

Tráfego pago usando a sua marca para levar a sua própria audiência para o golpe. Esse é o mais caro, porque escala sozinho.

Sinais de alerta

Como saber se já está acontecendo com você

O golpe roda em silêncio. Estes são os sinais que aparecem antes de alguém reclamar formalmente:

  • Um lead comenta uma mensagem sua que você não mandou
  • Entra gente no grupo e nunca interage com nada
  • Alguém pergunta sobre um desconto ou uma condição que você não ofereceu
  • A conversão cai na abertura do carrinho sem explicação
  • Alguém cobra acesso a um produto que nunca comprou de você
  • Você recebe print de uma conversa sua que você não teve

Um sinal isolado pode ser coincidência. Dois ou três juntos, no meio de um lançamento, normalmente não são.

Primeiros passos

O que fazer agora

Se você desconfia que já está acontecendo, estes cinco passos você consegue executar hoje, sozinho.

Feche a entrada do grupo.

Desative o link público de convite e restrinja quem pode adicionar participantes. Isso não resolve quem já entrou, mas para o fluxo.

Salve a lista atual antes de remover qualquer um.

Se você remover primeiro, perde a informação de quem estava lá. A lista é a base de qualquer investigação depois.

Avise a sua base pelo canal oficial.

Diga qual é o preço real, qual é a única forma de pagamento e qual é o único link válido. Faça isso antes de o golpe começar a rodar, não depois.

Peça print de qualquer abordagem estranha.

Seus leads são os primeiros a ver. Peça que encaminhem, e deixe claro que você nunca vai chamar no privado oferecendo desconto.

Guarde o link e a chave Pix antes que saiam do ar.

Isso é o mais importante e o que quase todo mundo esquece. Link de golpe some rápido. Sem ele, não existe derrubada nem responsabilização depois.

Nenhum desses passos exige contratar ninguém.

Dois caminhos

Quando faz sentido pedir ajuda

Os cinco passos acima contêm o problema. Eles não resolvem duas coisas.

A primeira é escala. Varrer grupo, conferir número, cruzar perfil e monitorar página clonada é trabalho contínuo. No meio de um lançamento, você não tem esse tempo — e é exatamente quando o golpe acontece.

A segunda é derrubada. Tirar um checkout falso do ar exige acionar hospedagem, registrador de domínio, plataforma de pagamento e rede social, cada um pelo canal certo, com prova que sustente o pedido. Denúncia genérica costuma ser ignorada.

É esse trabalho que o Lançamento Blindado faz.

Se o golpe está no ar agora

e você já tem o link, o print ou a chave Pix, relate o caso. A gente investiga, reúne a prova com hash e carimbo de tempo, e aciona quem pode tirar do ar. O primeiro caso é gratuito.

Relatar o golpe

Se você quer resolver antes do próximo lançamento

, existe vigilância contínua nos seus grupos e nas suas páginas, com derrubada assim que o golpe aparece.

Ver os planos

Dúvidas

Perguntas frequentes

Dá pra impedir que entrem no grupo?

Bloqueio absoluto não existe, e quem promete isso está mentindo. O que dá pra fazer é fechar a entrada fácil, reduzir muito o volume e identificar cedo quem já entrou — antes da primeira abordagem.

Isso conta como pirataria?

Não. Pirataria é distribuir o seu conteúdo. Aqui o golpista não tem o produto: ele recebe o pagamento e some. São crimes diferentes e o caminho para resolver também é diferente.

Vale registrar boletim de ocorrência?

Vale, e quem registra é quem pagou. O boletim não derruba o golpe, mas sustenta a responsabilização depois e ajuda o banco no processo de contestação do Pix.

Meu lead pagou. Ele consegue o dinheiro de volta?

Depende da forma de pagamento e da rapidez. No Pix existe um mecanismo de devolução que o banco de quem pagou pode acionar, e ele funciona melhor nas primeiras horas. Oriente a pessoa a procurar o banco imediatamente.

Quanto tempo leva para derrubar?

Varia muito conforme onde o golpe está hospedado e qual plataforma precisa agir. Não existe prazo garantido, e desconfie de quem prometer um. O que acelera de verdade é ter a prova organizada e acionar o canal certo na primeira tentativa.

Melqui Pereira — Investigador digital